quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"às vezes eu me pergunto em qual parte da minha vida o meu caminho vai cruzar com o teu e como vou saber que é você..."

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sobre "perder pessoas"

Um amigo me disse que não perdemos as pessoas porque não podemos perder algo que não possuímos. Realmente não podemos prender ninguém conosco, apenas conquistá-las, cativa-las de modo que escolham ficar ao nosso lado por uns tempos, ou por uma vida.

Mas as vezes as pessoas se afastam. Algumas não dizem -adeus-, não dão explicação, apenas... vão. E esse afastamento pode ser opcional, ou causado pela morte. De qualquer forma precisamos aprender a conviver com a falta, com a saudade e com um vazio que [talvez] nem o tempo cure.

Isso me faz pensar em qual das duas situações é mais difícil: "perder" alguém para a vida ou para a morte?

Se perde para a vida quando o outro se afasta de nós porque nossa presença já não é mais suficiente, quando já não se sente tão bem ao nosso lado, ou quando simplesmente mudou de opinião, encontrou algo que o complete, algo "melhor"... Quando isso acontece, ainda podemos encontrar a pessoa por ai, dizer -oi-, saber as novidades, mas sempre teremos que conviver com a estranha sensação de não ver sentimento algum naqueles olhos que antes brilhavam apaixonados, beijar a face de quem sempre beijamos os lábios e ainda assim, precisar agir como se tudo isso fosse normal...

Perder para a morte nos traz a certeza de que não poderemos mais ver o rosto, ouvir a voz ou sentir o cheiro de alguém que foi obrigado a nos deixar. A morte é uma interrupção de algo que poderia continuar por mais tempo, ou não, nunca saberemos.

Eu não sei a resposta, mas vivo com a sensação de que perder para a vida dói mais. Veja bem, não estou dizendo que lidar com a morte é algo fácil, pelo contrário, sei como é doloroso, mas muitas vezes dedicamos o que há de melhor em nós à alguém e esse alguém simplesmente desiste, se afasta porque todo o nosso amor já não é suficiente.

Eu não sei...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Inquietude constante causada por uma reflexão diária a respeito de o que está acontecendo com o mundo e com as pessoas que nele vivem.

Seria um bom diagnóstico para a minha insônia e, principalmente para o meu silêncio. Já gastei tanto tempo procurando as respostas, tentando entender o porque de as pessoas estarem tão individualistas, tão nervosas e tão vazias, que aos poucos me sinto contaminada com essa frieza... É isso! As pessoas cansaram de "remar contra a maré" e, simplesmente desistiram de se preocupar, de tentar mudar o que não pode ser mudado para quem sabe assim, viver melhor...[continua, ou não.]

sábado, 24 de outubro de 2009

Sonhei um pano colorido estendido sobre a grama verde. O sol brilhava na intensidade exata. Sonhei um abraço e um convite irrecusável: deixar o dia passar preguiçoso, despreocupado. Sonhei a primeira brisa da noite, a primeira estrela no céu. Sonhei nosso silêncio, que tanto diz. Sonhei essa vontade que eu sinto. Sonhei não me afastar nunca mais.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ahh....

E hoje eu senti vontade de ser -eu. Me esconder de tudo e passar algumas [muitas] horas protegida naquele mundo que só eu conheço [e amo] ou que, talvez, um outro alguém [que eu ainda não conheci] conheça também.

É um mundinho simples, sabe? Porque tudo que é simples é muito, muito rico. Rico de paz, de sensações, rico de vida. E vida, que eu saiba, é isso: encontrar um pedacinho de paz dentro de mim mesma, sem artifícios, sem mentira. É gastar um pouquinho do meu tempo cuidando de mim, alimentando a alma com som, cor e um pouquinho de prosa.

E hoje eu senti vontade de ser -eu. Tirar todas as máscaras, o disfarce de mulher -quase- forte e ser apenas eu: uma menina e seu mundinho imaginário. Banho quente. Pantufa. Cheiro de café novo no ar. Joshua Radin no rádio. Livros. Cadernos. Rabiscos. Vida. Minha vida.

Ah!... E que vontade de ser eu....
[que bom]

sábado, 17 de outubro de 2009

"Que o simples permaneça, que o simples aconteça"

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mas ele é -só- um cachorro.

O Tobby chegou de surpresa na minha casa. Nós adotamos seu irmão, o Bob, mas meu pai resolveu adotar mais um. Ele era um bagunceiro, comia a comida dele e a do irmão, era atrapalhado e muito brincalhão. Infelizmente, em pouco tempo o Bob adoeceu e nos deixou... Fizemos de tudo para que o Tobby não ficasse doente também, e ele não ficou.

Os anos foram se passando e o Tobby cresceu [e cresceu], ganhou músculos, um ar imponente e um latido forte. Sempre se fazia presente, queria conversar, mesmo que em outro "idioma". Estava sempre alerta, com cara de bravo, mas quando os passarinhos iam comer sua comida, ficava paralisado, observando-os, evitava se mexer, para não espantá-los...

Mas o tempo passa, e passa mais rápido ainda para os animais. Com quase 15 anos o Tobby já estava sentindo todo o peso da idade... Suas patas já não suportavam seu peso e ontem foi definitivo: ele caiu e não levantou mais...

Infelizmente o Tobby nos deixou ontem... Deixou lágrimas, deixou saudade mas, principalmente, nos deixou lembranças boas e uma sensação de vazio....

É dificil chegar em casa, e não o ver...
É difícil conter as lágrimas ao escrever tudo isso...

E para quem acha que é tudo muito "drama", acha que era -- um cachorro... Experimente adotar um filhote, vê-lo crescer, perceba que ele vai ser um dos poucos que vai estar do seu lado em todas as situações da vida, seja você rico ou pobre, bonito ou feio, novo ou velho, ele vai te amar. Vai te alegrar, vai ser um estimúlo a mais... e me responda: ele era só um cachorro?


FIQUE EM PAZ AMIGÃO

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

E Deus lhe deu asas...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Conto estrelas e escuto canções, é como se, por um instante eu estivesse em uma outra dimensão... Eu não consigo saber qual o rumo certo do meu coração, e muito menos, encontrar as palavras para dizer o que só sei sentir. A vida nunca vai poder ser prevista porque quando você pensa que encaixou as peças, a mesa vira e troca tudo de lugar, e ai a sua segurança gira e tudo recomeça. São tantas surpresas que nos tiram o fôlego, nos tiram do rumo e ai o coração acelera, e você sente como se, faltasse um pedaço, que todos sabem qual é, mas que eu não posso tocar, eu não. E não adianta ninguém tentar impedir porque, de fato, eu não vou me importar. Porque quando é a voz interior quem fala, todas as outras parecem sussurros... Não existe um padrão, e nem fórmula mágica para ser feliz, não existe estabilidade, é tudo ponto de vista. Não existe coincidência, tudo, tudo tem um motivo, mesmo que nunca saibamos qual é. E eu não sei qual é. Só sei que eu estou aqui, mais uma vez perdida, sem saber para onde vou, sem saber se vai ser bom, ou se vai me machucar, mas eu sigo, à deriva, como barco à vela, como passarinho que acabou de aprender a voar, e eu sigo e eu espero e eu sonho. E o mais estranho é, eu vejo tudo isso acontecer, e não tenho as forças para evitar mas, será que eu quero evitar? Será que eu devo evitar? E então a vida gira, gira...