quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Sobre "perder pessoas"
Se perde para a vida quando o outro se afasta de nós porque nossa presença já não é mais suficiente, quando já não se sente tão bem ao nosso lado, ou quando simplesmente mudou de opinião, encontrou algo que o complete, algo "melhor"... Quando isso acontece, ainda podemos encontrar a pessoa por ai, dizer -oi-, saber as novidades, mas sempre teremos que conviver com a estranha sensação de não ver sentimento algum naqueles olhos que antes brilhavam apaixonados, beijar a face de quem sempre beijamos os lábios e ainda assim, precisar agir como se tudo isso fosse normal...
Perder para a morte nos traz a certeza de que não poderemos mais ver o rosto, ouvir a voz ou sentir o cheiro de alguém que foi obrigado a nos deixar. A morte é uma interrupção de algo que poderia continuar por mais tempo, ou não, nunca saberemos.
Eu não sei a resposta, mas vivo com a sensação de que perder para a vida dói mais. Veja bem, não estou dizendo que lidar com a morte é algo fácil, pelo contrário, sei como é doloroso, mas muitas vezes dedicamos o que há de melhor em nós à alguém e esse alguém simplesmente desiste, se afasta porque todo o nosso amor já não é suficiente.
Eu não sei...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Ahh....
E hoje eu senti vontade de ser -eu. Me esconder de tudo e passar algumas [muitas] horas protegida naquele mundo que só eu conheço [e amo] ou que, talvez, um outro alguém [que eu ainda não conheci] conheça também.
É um mundinho simples, sabe? Porque tudo que é simples é muito, muito rico. Rico de paz, de sensações, rico de vida. E vida, que eu saiba, é isso: encontrar um pedacinho de paz dentro de mim mesma, sem artifícios, sem mentira. É gastar um pouquinho do meu tempo cuidando de mim, alimentando a alma com som, cor e um pouquinho de prosa.
E hoje eu senti vontade de ser -eu. Tirar todas as máscaras, o disfarce de mulher -quase- forte e ser apenas eu: uma menina e seu mundinho imaginário. Banho quente. Pantufa. Cheiro de café novo no ar. Joshua Radin no rádio. Livros. Cadernos. Rabiscos. Vida. Minha vida.
Ah!... E que vontade de ser eu....
[que bom]

