terça-feira, 5 de janeiro de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009

Procuro por algo há muito tempo. Algo que me complete, preencha. Mas nunca soube ao certo o que. Procurei em lugares, pessoas, errados! Errados não por eles próprios, mas errados por mim, pela busca desregrada. Errados foram os momentos, a ocasião, não as pessoas.
Está chovendo lá fora, uma chuva fina e insistente. Aqui dentro apenas um filme passando pela segunda vez, um café quente na xícara e uns cigarros apagados, em flores.
Resolvi tentar explicar com palavras, tentar achar respostas para essa inquietude. Aliás, eu sempre tento. Penso e escrevo, escrevo e penso, e não chego a lugar algum.
Acho válido citar que o filme que estou assistindo é “A mulher invisível” e concordo plenamente com a moral da história: a perfeição não existe.
Mas, voltando ao assunto, de tanto pensar, procurando a resposta, entendi que o problema é justamente não conhecer a mim mesma tão bem quanto imaginava. Como posso procurar algo, se nem sei o que preciso? Ir a tantos lugares, sem saber realmente o que gosto de fazer?
De mim sei que, gosto de ver filmes repetidamente, é bom para compreender alguns detalhes; e também que, não posso ler um texto antes de terminar de escrevê-lo, me sinto ridícula, platônica... É desestimulador.
Mas, o que é ser ridículo? O que é ser normal? É tudo uma questão de foco ou conveniência, dependendo da situação. Digo conveniência porque, determinadas –regras- são feitas segundo o interesse de alguns, e o resto, simplesmente, aceita. Seguem sem pestanejar.
Não gosto dessas regras. Não posso acreditar que as pessoas sejam tão estáveis, padronizadas. A instabilidade é o segredo do encanto. Quando conhecemos alguém e esse alguém se torna especial, é justamente pelas peculiaridades, pela graça da descoberta, do diferente.
Eu não quero uma extensão de mim, quero o complemento. Não quero que alguém goste sempre das mesmas coisas, quero que me apresentem o novo.
Não sei por que o texto está tomando este rumo, mas os textos, as palavras e as idéias são livres. O papel do escritor, não que eu o seja, é dar o espaço e a possibilidade que as letras precisam para se encontrar.
O fato é que toda essa “liberdade literária” causa idéias sem nexo algum. Mas e o que é o nexo? Por que precisamos dele? Ok, não vou recomeçar os questionamentos, seria redundante.
Enfim, o que quero dizer é que a vida é isso: essa confusão, mistura louca de sentimentos, erros e acertos. Porque é isso que nos mantém vivos. A perfeição é boa apenas no inicio, depois abre espaço para a monotonia.
Sejamos instáveis, imperfeitos, confusos, mas, sejamos! Ser gente de verdade, que ama, odeia, chora e sorri, gente que sente e que se deixa sentir.
[Déka Dias]
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Eu ainda preciso plantar uma árvore e escrever um livro. A primeira eu já sei quando vou fazer, mas a segunda eu já poderia [e deveria] ter começado. Estou sempre adiando a produção por vários motivos, dentre eles: não sei exatamente sobre o que escrever pois não me considero ‘sabedora’ de algo a ponto de escrever e também porque tenho o hábito de escrever sempre à mão. Sim! Todos os textos que aqui escrevo são feitos, inicialmente, em alguma folhinha de papel. Agora, imaginem o trabalhão que vai dar quando eu resolver escrever um livro. Fazer tudo num caderno para depois digitar, haja tempo e paciência. Mas, estar diante de um computador me deixa tensa, me sinto distante demais, fria demais. Não sei como explicar mas, o contato com a caneta e o papel, o cheiro da tinta, vê-la ganhando o espaço em branco, é como se eu estivesse mais próxima, mais aberta às emoções, mais livre. Deve existir alguma teoria sobre isso, acredito que eu não seja a única a ter essas manias um tanto quanto excêntricas.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Déka, em mais um momento [quase]filosófico...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Sobre "perder pessoas"
Se perde para a vida quando o outro se afasta de nós porque nossa presença já não é mais suficiente, quando já não se sente tão bem ao nosso lado, ou quando simplesmente mudou de opinião, encontrou algo que o complete, algo "melhor"... Quando isso acontece, ainda podemos encontrar a pessoa por ai, dizer -oi-, saber as novidades, mas sempre teremos que conviver com a estranha sensação de não ver sentimento algum naqueles olhos que antes brilhavam apaixonados, beijar a face de quem sempre beijamos os lábios e ainda assim, precisar agir como se tudo isso fosse normal...
Perder para a morte nos traz a certeza de que não poderemos mais ver o rosto, ouvir a voz ou sentir o cheiro de alguém que foi obrigado a nos deixar. A morte é uma interrupção de algo que poderia continuar por mais tempo, ou não, nunca saberemos.
Eu não sei a resposta, mas vivo com a sensação de que perder para a vida dói mais. Veja bem, não estou dizendo que lidar com a morte é algo fácil, pelo contrário, sei como é doloroso, mas muitas vezes dedicamos o que há de melhor em nós à alguém e esse alguém simplesmente desiste, se afasta porque todo o nosso amor já não é suficiente.
Eu não sei...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Ahh....
E hoje eu senti vontade de ser -eu. Me esconder de tudo e passar algumas [muitas] horas protegida naquele mundo que só eu conheço [e amo] ou que, talvez, um outro alguém [que eu ainda não conheci] conheça também.
É um mundinho simples, sabe? Porque tudo que é simples é muito, muito rico. Rico de paz, de sensações, rico de vida. E vida, que eu saiba, é isso: encontrar um pedacinho de paz dentro de mim mesma, sem artifícios, sem mentira. É gastar um pouquinho do meu tempo cuidando de mim, alimentando a alma com som, cor e um pouquinho de prosa.
E hoje eu senti vontade de ser -eu. Tirar todas as máscaras, o disfarce de mulher -quase- forte e ser apenas eu: uma menina e seu mundinho imaginário. Banho quente. Pantufa. Cheiro de café novo no ar. Joshua Radin no rádio. Livros. Cadernos. Rabiscos. Vida. Minha vida.
Ah!... E que vontade de ser eu....
[que bom]